Bruna Apa Mendes Dias Moderadores

  Idade : 19 Registrado dia : 22 Fev 2008 Mensagens : 37 Cidade : varginha
| Assunto: Brasil vira investimento seguro! Ter Maio 06, 2008 2:57 pm | |
| Bem antes do que previam o governo e o mercado financeiro - e após anos de espera -, o Brasil conquistou o chamado grau de investimento. Concedida nesta quarta, 30/4, pela agência Standard & Poor's, a classificação é uma espécie de "selo de qualidade": indica aos investidores que o país é um destino seguro para o dinheiro, pois teria condições de honrar suas dívidas.
O efeito mais direto da mudança é o provável aumento, a partir de agora, do volume de recursos estrangeiros que entram no país, tanto para aplicações financeiras como para o setor produtivo. Alguns grandes fundos de pensão pelo mundo, por exemplo, seguem regra de só aplicar em países e empresas com esse "selo".
Segundo Lisa Schineller, diretora de "ratings" soberanos da agência, embora o Brasil continue exibindo alguns dos problemas que até o momento eram apontados como impeditivos para o grau de investimento, como os altos gastos do governo, pesaram mais na decisão o fato de a situação da economia estar progredindo e as perspectivas futuras.
"O endividamento público ainda é grande, maior do que o de outros países que obtiveram o grau de investimento antes, mas o perfil do débito melhorou. A situação fiscal não é perfeita, porém existe um pragmatismo na sua administração", afirmou Schineller. Contaram também o forte crescimento do PIB e a atuação do Banco Central para manter a inflação sob controle, de acordo com ela.
Na escala da S&P, o país subiu um degrau. A nota da dívida de longo prazo em moeda estrangeira, a mais significativa, passou de "BB+" para "BBB-". O grau de investimento tem dez subdivisões, e, com a elevação, o Brasil alcançou o nível mais baixo dentro dessa categoria, ao lado de nações como a Índia e o Cazaquistão. No topo, que é o patamar "AAA", estão países como os EUA, o Reino Unido e a Dinamarca, considerados de risco baixíssimo.
Dez empresas brasileiras também tiveram sua nota elevada pela S&P. Algumas, como o Itaú e o Bradesco, já tinham grau de investimento. O Banco do Brasil, o BNDES e a Eletrobrás passaram a detê-lo.
A expectativa do próprio governo e do mercado era a de que a elevação do país viesse apenas no segundo semestre ou no começo de 2009.
A S&P é a maior agência de classificação de risco, e espera-se que as outras duas grandes do setor logo repitam a medida tomada por ela. A Moody's Service ressaltou quarta, 30/4, que acompanha a situação fiscal do Brasil. Já a Fitch Ratings informou, por meio de comunicado distribuído à imprensa, que uma equipe de analistas está no Brasil neste momento para reavaliar a classificação do país. A promoção do país ocorre num momento em que a eficiência das agências é colocada em xeque no mundo devido às falhas na previsão da crise imobiliária e financeira nos EUA. |
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